Essa semana o assunto mais comentado na política internacional, bem como nas reuniões das Nações Unidas e do G20 em Nova York, é o apoio de Lula ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.
Neste país da América Central é proibido pela constituição a reeleição presidencial e qualquer ação do presidente em prol deste objetivo. Mesmo sabendo disso Manuel Zelaya, tentou articular um plebiscito o que foi visto como uma ação ilegal e cuminou em sua retirada do poder, bem como sua expulsão do país de pijamas.
Essa semana, Zelaya voltou a Honduras e se instalou na embaixada do Brasil com o apoio de Lula que continua negando que não sabia previamente do plano de seu amigo hondureño.
O plano de Zelaya foi o seguinte: forjou uma viagem para os Estados Unidos para a conferência da ONU, quando na verdade abortou o vôo e seguiu para Tegucigalpa, capital de Honduras.
Sabendo ou não o que mais indigna são as afirmações de Lula que defende a democracia e acha uma injustiça, ou melhor um golpe de Estado a deposição de Zelaya.
Isso realmente não procede, tudo bem que a nossa constituição permite a reeleição e permite a realização de plebiscitos, mas a constituição hondureña não.
É imprevisível o resultado deste apoio brasileiro em Honduras. O Brasil não tem nada a ganhar, só tem a perder credibilidade ao intrometer em assuntos que não lhe pertence e tudo isso por causa de uma camaradagem política. Zelaya infelizmente é um homem fora da lei de seu país, e deveria assumir esse erro sozinho. 

Aliás, uma última observação: Quem é o Brasil para falar de golpes de estado e defender a democracia? Eu não conheço ninguém que foi a favor da permanência de José Sarney no Senado(a não ser, é claro, o presidente Lula) e mesmo assim ele continua lá.
Ao apontar o dedo para América Central, o Brasil aponta outros quatro para si mesmo.

A droga seria uma mercadoria ao alcance de todos e caberia as pessoas decidirem sobre o seu uso ou não.









