domingo, 27 de dezembro de 2009

Algo melhor que retrospectivas.




Terminar o ano fazendo a retrospectiva dos fatos mais marcantes, é um bom exercício para a memória, mas pode ser decepcionante. Além de ser um processo injusto, antidemocrático e unilateral, pois a idéia que um tem de 'importante' talvez não seja compartilhada pelos demais. Portanto, trata-se de uma ação de risco e deve-se possuir cautela, pois os fatos são muitos e selecioná-los de acordo com a sua relevância requer um estudo mais amplo. Portanto, o Sí, pero no mucho, não irá arriscar a desempenhar tal tarefa, quem sabe nos próximos anos?

Mas falando restritamente do nosso blog, esse foi um ano ímpar. Tivemos entre a estréia do blog com um post sobre a Gripe Suína até esse último post do ano uma, porção de assuntos que foram corajosamente discutidos, analisados e sobre os quais foram colocadas lentes diferente das usuais. E isso é um motivo a se comemorar. Aqui, entre outros assuntos, foram expostas questões da política internacional, do meio ambiente, dos meios de comunicação e das novidades da web. Foi possível também o contato mais direto com você visitante ou seguidor que expôs suas sugestões, críticas e dúvidas através dos comentários que sempre são e serão bem vindos.
In 2010...

Contar com todos vocês daqui pra frente será essencial, pois 2010 irá ser ainda mais importante. O blog passará por mudanças e atualizações para melhor acompanhar as tendências e divulgar notícias com mais qualidades. Receberá também contribuições externas que podem ser advindas de você visitante, de outros blogeiros, de profissionais de várias áreas e até mesmo de outros veículos de informação que já começaram a se interessar por parcerias com o Sí, pero no mucho. Mas as novidades, todas elas, se adequarão a essa mesma linha de relação com o internauta: clareza, objetividade, novos olhares críticos, temas inteligentes e informação de qualidade.
Portanto, ao invés de ficarmos só reelembrando o ano que se finda, vamos celebrar com alegria a chegada do ano vindouro, com novos projetos, novas visões, novos rumos. É assim que caminha a humanidade, é assim que podemos fazer um mundo melhor: através de iniciativas diferentes das usuais, desafiando nós mesmos e acreditando que ainda há muito o que descobrir e o que fazer e nada é demais. Feliz 2010!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Nosso primeiro Natal juntos


O fim do ano chegou, confesso que mais rápido do que imaginava. Mas o que faz esse Natal diferente do anterior ou de qualquer outro? O ano de 2009, podemos dizer, que foi bastante equilibrado, pois houve fatos que nos fizeram acreditar em um futuro melhor para o nosso mundo, para o nosso país, para a nossa sociedade assim como houve fatos que nos assustaram, nos fizeram ter pensamentos pessimistas, medo do inesperado e preocupação com a ética da humanidade.
Bom, mas nunca antes um Natal necessitou que Papai Noel trouxesse mais comprometimento e caráter para as autoridades políticas brasileiras, mais competência e imparcialidade para o judiciário, mais conforto para famílias de crianças que sofreram violência de qualquer tipo, mais esperanças para vítimas de enchentes e catátrofes naturais e mais entendimentos entre os chefes de Estados (olha o que resultou de Copenhagen...).
Mas muitos outros pedidos foram aceitos. As Olímpiadas e a Copa são nossas, o Estados Unidos tem o seu primeiro presidente negro, a crise não afundou a economia brasileira, o Brasil empresta dinheiro para o FMI...

Portanto, aqui vai a mensagem natalina do Sí, pero no mucho:
Coragem
A coragem nos torna mais fortes, mais capazes de viver e ultrapassar barreiras na luta pelos nossos objetivos.
Procure sempre a coragem e nunca permita que o desânimo tome conta do seu coração
.
Acima de tudo,
Sonhe sempre! Mas não se esqueça de que o pensamento não existe sem ação, nem a ação substitui o pensamento, pois as duas coisas são indispensáveis para a realização de
nossos sonhos.
Feliz Natal a todos os visitantes amigos!
Feliz Navidad * Merry Xmas
twitter/rafael_slv

Sean Goldman: um acordo econômico, um jogo de barganha política


É surpreendente se dar conta do quanto os assuntos em nossa sociedade estão interligados. Um exemplo disso é o caso do menino Sean . Um caso inicialmente de cunho jurídico, que envolvia questões de direitos humanos, tomou uma repercução gigantesca nos meios de comunicação em massa e ao que tudo indica chegou-se a uma conclusão hoje, mas envolveu muito mais do que jurisdições dos Estados Unidos e do Brasil. Na verdade tomou proporções econômicas, políticas e diplomáticas, das quais o Brasil saiu como o melhor beneficiado na história por poder lucrar em torno de 3 bilhões de dólares anualmente.
Sean Goldman é um garoto de 9 anos que nasceu nos Estados Unidos, filho de mãe brasileira e de pai americano e que há 5 anos mora no Brasil com os avós maternos, devido a separação de seus pais e a volta de sua mãe ao país de origem e sua consequente morte ao dar a luz a sua segunda filha fruto de um segundo relacionamento. O pai de sean, David Goldman vêem atualmente lutando pela guarda do filho (que até ontem pertencia ao padrasto de Sean) e pelo retorno do menino aos Estados Unidos. Esse processo desencadeou várias crises nas relações entre os dois países e terminou com um evidente acordo econômico, pois assim que o STF decidiu que Sean deveria ser entregue ao consulado americano, suspendendo, assim, a liminar concedida a avó materna, nos Estados Unidos o senador do estado de Nova Jersey (estado do pai de Sean) liberava um projeto de lei que concedia benefícios tarifarios a 130 países dos quais o mais privilegiado é o Brasil. Uma clara situação de "toma lá, dá cá".
Infelizmente a justiça em todos os âmbitos possíveis é parcial há várias condições que não sejam de caráter apenas jurídico. Tudo bem que vivemos em um mundo globalizado, mas tudo tem limite e certas coisas necessitam ser tratadas separadamente, pois mudam o percurso de vida de certas pessoas para sempre e isso é absurdamente grave.